No dia 26 de outubro de 2009 o GeoCities deixa de existir. Recebi hoje, por e-mail, o último aviso sobre o cancelamento do serviço, mas eu já havia retirado todo o material de seus servidores. É o fim de uma era da qual muitos, eventualmente, sentirão saudades.

Na década de 90, o GeoCities foi um dos primeiros serviços a permitir que usuários comuns hospedassem gratuitamente suas páginas, o que o tornou muito popular. Isso também permitiu que muita gente (eu me incluo) aprendesse os rudimentos do HTML. Apesar do pouco espaço oferecido (15MB), dava para montar sites bem bacanas. O serviço dispunha de um editor bem básico, mas que permitia aos usuários comuns montar sua página sem muita dor de cabeça. Mas o legal mesmo era criar a página no computador, usando um editor mais avançado (como o mal afamado FrontPage) ou até mesmo um mais simples (como o bloco de notas) e depois enviar, por FTP, toda a parafernália de arquivos. Eram tempos de conexões discadas, mas, até onde me lembro, funcionava bem. Bom, nem tanto. Às vezes era um verdadeiro parto fazer o FTP funcionar. O serviço aceitava diversos tipos de arquivo, inclusive animações em Flash (outro ícone) e isso, novamente, oferecia um amplo leque de opções de aprendizado.
Em 1999, o Yahoo! torrou 3,5 bilhões de dólares comprando o GeoCities, fez algumas melhorias prá lá de medíocres e poluiu as páginas com anúncios bem chatos (quisesse você ou não) que acabaram por espantar ainda mais os já poucos visitantes. Com a proliferação de blogs, redes sociais e álbuns de fotos, além do incremento nas facilidades de publicação, o serviço tornou-se completamente irrelevante. A falta de interesse do Yahoo! em promover melhorias que atraíssem novos usuários detonou de vez o serviço gratuito. Sobrou o pago.
É verdade que muitas das páginas hospedadas no GeoCities tinham designs de gosto duvidoso ou combinações de cores altamente lisérgicas, para dizer o mínimo. Mas, em contrapartida, haviam muitas outras que eram bastante interessantes e continham informação relevante. Por isso, um grupo de adeptos do GeoCities tenta salvaguardar pelo menos parte desse conteúdo para republicá-lo em outro domínio. A idéia básica é preservar um conteúdo potencialmente importante que auxilie a contar a história da internet. Jason Scott, um dos participantes do grupo, disse que já conseguiu baixar uma grande parte dos sites hospedados, mas também informou que vários deles, criados na década de 90, estão irremediavelmente perdidos e não podem ser recuperados. Essa é mais uma lacuna na história que não poderá ser preenchida.
A Wayback Machine preserva alguns screenshots do serviço, mas, claro, não é a mesma coisa.
É uma pena, mas descanse em paz, GeoCities.

Na década de 90, o GeoCities foi um dos primeiros serviços a permitir que usuários comuns hospedassem gratuitamente suas páginas, o que o tornou muito popular. Isso também permitiu que muita gente (eu me incluo) aprendesse os rudimentos do HTML. Apesar do pouco espaço oferecido (15MB), dava para montar sites bem bacanas. O serviço dispunha de um editor bem básico, mas que permitia aos usuários comuns montar sua página sem muita dor de cabeça. Mas o legal mesmo era criar a página no computador, usando um editor mais avançado (como o mal afamado FrontPage) ou até mesmo um mais simples (como o bloco de notas) e depois enviar, por FTP, toda a parafernália de arquivos. Eram tempos de conexões discadas, mas, até onde me lembro, funcionava bem. Bom, nem tanto. Às vezes era um verdadeiro parto fazer o FTP funcionar. O serviço aceitava diversos tipos de arquivo, inclusive animações em Flash (outro ícone) e isso, novamente, oferecia um amplo leque de opções de aprendizado.
Em 1999, o Yahoo! torrou 3,5 bilhões de dólares comprando o GeoCities, fez algumas melhorias prá lá de medíocres e poluiu as páginas com anúncios bem chatos (quisesse você ou não) que acabaram por espantar ainda mais os já poucos visitantes. Com a proliferação de blogs, redes sociais e álbuns de fotos, além do incremento nas facilidades de publicação, o serviço tornou-se completamente irrelevante. A falta de interesse do Yahoo! em promover melhorias que atraíssem novos usuários detonou de vez o serviço gratuito. Sobrou o pago.
É verdade que muitas das páginas hospedadas no GeoCities tinham designs de gosto duvidoso ou combinações de cores altamente lisérgicas, para dizer o mínimo. Mas, em contrapartida, haviam muitas outras que eram bastante interessantes e continham informação relevante. Por isso, um grupo de adeptos do GeoCities tenta salvaguardar pelo menos parte desse conteúdo para republicá-lo em outro domínio. A idéia básica é preservar um conteúdo potencialmente importante que auxilie a contar a história da internet. Jason Scott, um dos participantes do grupo, disse que já conseguiu baixar uma grande parte dos sites hospedados, mas também informou que vários deles, criados na década de 90, estão irremediavelmente perdidos e não podem ser recuperados. Essa é mais uma lacuna na história que não poderá ser preenchida.
A Wayback Machine preserva alguns screenshots do serviço, mas, claro, não é a mesma coisa.
É uma pena, mas descanse em paz, GeoCities.
