quarta-feira, 27 de outubro de 2010

PROTEGENDO-SE DA FIRESHEEP

Quem me conhece sabe que já há alguns anos venho alertando as pessoas sobre os riscos das redes wi-fi abertas. Desde os tempos do warchalking (http://goo.gl/e7sk) que o wi-fi apresenta falhas e desafios interessantes de segurança.

Recentemente, uma dessas falhas ganhou destaque por causa de uma extensão (complemento) para o Firefox: a Firesheep. Note que não se trata de um vírus, cavalo de Tróia ou programa malicioso. Em princípio, os programas de segurança que você utiliza (antivírus, firewall, etc.) certamente não detectarão a ação de alguém que utilize essa extensão.

O BÁSICO
É de conhecimento geral que muitas redes wi-fi (especialmente aquelas que permitem a conexão gratuita) não fazem uso de passwords WEP ou WPA que, em tese, garantiriam uma conexão mais segura entre o dispositivo móvel (um notebook, por exemplo) e o hotspot. Em poucas palavras, cada mísero byte (pacote de dados) trafegando numa rede que não implementa WEP ou WAP é potencialmente visível por todos os dispositivos que a integram. Isso não é novidade, mas ocorre com bastante frequência nas redes de aeroportos, faculdades, "Starbucks" e até mesmo de empresas.

A Firesheep é uma controversa extensão para o Firefox que permite (de um modo bastante fácil e trivial) a qualquer pessoa conectada a uma rede wi-fi aberta (como dito acima) acessar os dados de login de um usuário de redes sociais (Facebook, Twitter, etc.) ou de outros sites. Já há mais de 100 mil downloads registrados dessa extensão (para a versão 0.1.1, que é a que estudei, mas, com certeza, novas versões serão lançadas, aperfeiçoando seu modus operandi).

Seu funcionamento básico está atrelado ao fato de que muitos sites e redes sociais utilizam o protocolo HTTP (ao invés do HTTPS) como padrão de conexão na maior parte do tempo, uma vez que ele (o HTTP) é mais rápido.

Em termos leigos:
  1. O login ocorre numa conexão segura (HTTPS)
  2. Após o login, você é redirecionado para uma página não segura (HTTP)
Os sites que operam desse modo geralmente salvam as informações de login num cookie que é passível de ser "snifado" (lido) num mesmo segmento da rede. É isso que a Firesheep faz de modo fácil e automático. Ela permite que qualquer um se aposse desse cookie, o apresente ao servidor remoto (o site ou rede social) e, desse modo, obtenha acesso à conta. Note que os dados de login (user name e senha) não necessariamente são expostos, mas, uma vez obtido acesso à sua conta... bom, coisas ruins podem acontecer.

Esse procedimento (denominado "HTTP session hijacking" ou, coloquialmente, "sidejacking") é conhecido há anos. Mas muitos sites insistem em não implementar as medidas adequadas para proteger seus usuários.

Note que esse problema de segurança ocorre em todos os navegadores (do Internet Explorer ao Safari), não é uma exclusividade do Firefox como muitos pensam. O que ocorre é que a Firesheep está disponível, por enquanto, apenas para o Firefox. O Google Chrome, provavelmente, será o próximo a ter essa "ferramenta" em seu rol de complementos, pois também é muito fácil criar extensões para esse navegador.

Como era de se esperar, a Firesheep não está disponível na página oficial de complementos para o Firefox o que limita um pouco sua adoção, contudo, uma breve pesquisa aponta diversos locais onde ela pode ser obtida.

O QUE FAZER
A dica mais segura (e inconveniente) é não utilizar hotspots de redes wi-fi abertas para logar-se em redes sociais e/ou sites. Outras medidas de proteção incluem a utilização de um proxy socks + tunelamento SSH (minha preferida) ou uma VPN (Virtual Private Network), que geralmente estão fora do alcance da compreensão do usuário comum, além de apresentarem algumas dificuldades na implementação.

Resta, então, utilizar o proprio Firefox para proteger sua informação de login, equipando-o com, pelo menos, uma extensão que force a comutação do protocolo HTTP pelo HTTPS sempre que possível. De comum acordo com o pessoal do LS (minha outra conta no Twitter) sugiro o ForceTLS.

Eis o que fazer:
  1. Acesse http://goo.gl/q1sW e permita a instalação da extensão
  2. Reinicie o Firefox e clique no menu Ferramentas > ForceTLS Configuration (abre-se a janela de configuração da extensão)
  3. Adicione os sites sensíveis (a figura mostra alguns exemplos, insira-os conforme indicado, incluindo o "*" de modo a forçar também os subdomínios, quando houverem)
  4. Ao concluir, clique no botão Fechar e reinicie novamente o Firefox para que as mudanças tenham efeito.
Por enquanto, apenas o Firefox oferece essa possibilidade, mas é possível que em breve surjam alternativas para outros navegadores.


Repetindo: o sidejacking não é uma exclusividade deste ou daquele navegador, deste ou daquele sistema operacional, deste ou daquele dispositivo. Do Internet Explorer ao Safari, do Windows ao Mac OS, do iPod ao notebook, todos são potencialmente suscetíveis. Proteja-se.

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UPDATE: Desculpe, mas o excessivo número de pessoas solicitando link para a Firesheep e trollagem gratuita por eu não fornecer nem o link nem instruções de uso me obrigaram a bloquear os comentários neste post.

Fica o aviso: eu NÃO FORNEÇO nem links, nem instruções de uso para programas potencialmente danosos. Por favor, NÃO SOLICITE essa informação no espaço para comentários de outros posts. COMENTÁRIOS DESSA NATUREZA SERÃO EXCLUÍDOS SEM MAIORES CONSIDERAÇÕES.
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terça-feira, 9 de março de 2010

Como Distribuir Vídeo em Streaming pela Rede Doméstica

Num post anterior vimos como distribuir áudio em streaming pela rede doméstica com o Winamp. Como uma espécie de complemento, este post mostrará como fazer o streaming do vídeo gerado por uma placa de TV, um dispositivo de captura ou uma webcam usando o U-Broadcast.



Note que pelo menos um dos dispositivos mencionados acima deverá estar conectado ao computador que atuará como servidor de vídeo. Nos demais computadores da rede, usaremos, como exemplo, o Windows Media Player, que normalmente já está instalado, para visualizar o streaming do servidor.

Características básicas do U-Broadcast:
  • Funciona no Windows 95/98/Me/NT4/2000/XP (e provavelmente no Vista e 7)
  • Requer o DirectX 8 ou mais recente
  • Requer o Windows Media Runtime 9 ou mais recente
  • Permite visualizar vídeo de placas de TV, dispositivos de captura ou webcams
  • Pode atuar como servidor de stream
Nota: se seu computador executa o Windows XP ou mais recente, certamente ele satisfaz os requerimentos do programa.

Você vai precisar:
  • De uma Placa de TV ou de uma webcam
  • Do U-Broadcast (gratuito, 2.05MB)
Como exemplo, usarei minha (antiga) placa de TV da Pinnacle como dispositivo de vídeo. Também vamos assumir, para facilitar, que o IP 192.168.0.5 é o do servidor.

1a. Etapa: Configurando o Servidor
  1. Após a instalação, execute o U-Broadcast.
  2. Clique no menu Device > Video capture device… > Pinnacle WDM PCTV Video Capture para selecionar o dispositivo de vídeo. Note que esse menu lista todos os dispositivos capazes de capturar vídeo como, por exemplo, uma webcam. No meu caso, uma (vagabunda!) ICatch (VI) PC Camera.
  3. Clique novamente no menu Device > Video capture device… > Input > Video Tuner, para ativar o receptor de TV da placa.



  4. Se desejar mudar de canal, clique em Device > TV tuner settings > Set channel… (ou pressione F6) e, na janela que aparece, digite o número do canal.
  5. Clique em Device > WM Profile > Vídeo para Rede Local, modem a cabo ou xDSL (de 100 a 768 kbps) para ajustar a taxa de transmissão do streaming. A configuração sugerida funciona bem na rede local, permitindo uma exibição bastante aceitável nos computadores remotos. Normalmente, não é necessário alterar as configurações de áudio, no entanto, observe que o U-Broadcast expõe diversas configurações dos dispositivos de vídeo instalados no servidor.
  6. A porta padrão é 8080, mas você pode alterá-la clicando em File > Change server port…
  7. O número máximo permitido de usuários (computadores) conectados ao servidor é 4. Esse número pode ser alterado em File > Set max connections…
  8. Em File > Descriptions… você pode adicionar informações ao vídeo sendo transmitido. Essas informações serão exibidas pelo computador remoto.
  9. Finalmente, para iniciar o streaming, clique em File > Start broadcast (F4). A tecla F4 encerra o streaming.
2a. Etapa: Recebendo o Vídeo
  1. Abra o Windows Media Player num dos computadores da rede.
  2. Clique com o botão direito do mouse sobre a barra de título e, no menu, selecione Arquivo > Abrir URL… (Ctrl+U). O Winamp, por exemplo, também possui recursos para a reprodução de vídeo via streaming (basta digitar Ctrl+L) bem como outros "players" multimidia. Dê uma olhada na Ajuda do seu programa favorito.

    Fig. wmp-01

  3. Na janela que aparece, informe o IP do servidor e a porta correspondente mms://192.168.0.5:8080 (atenção: o protocolo utilizado NÃO É http, é mms).



  4. Aguarde que a conexão seja estabelecida e pronto: o usuário do computador remoto já pode assistir à TV mesmo que não tenha uma placa apropriada. Eis um exemplo de como o vídeo aparecerá no Windows Media Player:

     Fig. 04

Observe que haverá um certo delay (atraso) no vídeo e no áudio em relação ao servidor. Isso é normal e dependerá do tempo que o computador remoto precisou para "bufferizar" o streaming. Note que esse delay não se refere a problemas de sincronização entre o o vídeo e o áudio.

Nota: o VLC, da VideoLAN também é um excelente programa gratuito, e permite o streaming de áudio e vídeo, no entanto, sua configuração costuma ser bem mais complicada que a do U-Broadcast. Seu consumo de memória também costuma ser ligeiramente mais elevado.

Veja também:
Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica (parte I)
Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica (parte II)
Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica (parte III)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica com o Winamp (parte III)

Na primeira e segunda parte deste post configuramos um computador para atuar como servidor de streaming de áudio utilizando o Winamp como player. Nesta última parte, vamos configurar os outros computadores da rede (também chamados de computadores remotos) de modo a torná-los aptos a receber e reproduzir o áudio sendo transmitido pelo servidor. Como exemplo, assumiremos que os computadores remotos tem instalado o Windows Media Player, no entanto, o mesmo procedimento é válido caso eles tenham o Winamp.

Vamos assumir também, para facilitar, que o computador servidor de áudio possue um número IP estático. Neste exemplo, adotarei o IP 192.168.0.5 como sendo o do servidor e a porta pela qual o streming ocorre será a 8000, como indicado no post anterior.

Lembrando: na parte II do post, deixamos o servidor SHOUTcast e o plug-in DSP ativos. Também deixamos o Winamp reproduzindo uma música ou uma playlist, assim, certifique-se que esses programas estejam sendo executados no servidor.

4a. Etapa: Recebendo o Áudio
  1. Abra o Windows Media Player num computador qualquer da rede.
  2. Clique com o botão direito do mouse sobre a barra de título e, no menu, selecione Arquivo > Abrir URL… (Ctrl+U). O mesmo pode ser feito no caso do Winamp, basta apenas digitar Ctrl+L. Outros players multimidia também costumam oferecer o mesmo recurso, verifique na ajuda do seu programa favorito.

    Fig. wmp-01

  3. Na janela que aparece, informe o número IP do servidor e a porta correspondente: http://192.168.0.5:8000 (note que o número da porta é separado por dois pontos do IP do servidor).

    Fig. wmp-02

  4. Aguarde que a conexão seja estabelecida. A descrição da “rádio” (veja a 3a. etapa da parte II) será exibida no canto inferior esquerdo do Windows Media Player:

    Fig. wmp-03

    Pronto. Esse computador já está recebendo o streaming do servidor. Aumente o volume! O mesmo procedimento pode ser executado nos outros computadores. Veja que esta série de posts fornece apenas o básico para que o streaming possa ser efetuado, mas você pode explorar as outras possibilidades oferecidas pelo plug-in. Divirta-se!
Observações Finais
  1. No servidor, a janela do SHOUTcast Server também não precisa ficar atravancando a área de trabalho; feche-a e o ícone correspondente será exibido na área de notificação. Note que a barra de status do SHOUTcast Server indica quantos usuários estão conectados ao servidor em dado momento. O log também fornece algumas informações interessantes sobre a conexão.
  2. O Winamp também não precisa ser exibido no servidor. Configure-o para que seu ícone seja exibido apenas na área de notificação. Clique no menu Opções > Preferências > Preferências Gerais. Na área à direita, desmarque a caixa Barra de Tarefas e marque Bandeja do Sistema. Feche a janela de preferências e minimize o Winamp. Observe que o ícone correspondente é exibido na área de notificação.
  3. Se desejado, tanto o computador servidor como o próprio Winamp podem ficar no modo "mute" que o streaming não será afetado, isto é, os computadores remotos continuarão a receber o áudio.
  4. O uso de memória no servidor não é muito elevado - aproximadamente 2.028KB para o servidor SHOUTcast e 9.528KB para o Winamp com o plug-in DSP em execução.
  5. Note que fechar o Winamp não encerra o SHOUTcast Server. Para fazer isso, clique na opção Kill server no menu do servidor
  6. É normal ocorrer um delay (atraso) entre o som sendo reproduzido no servidor e nos computadores da rede.
  7. Críticas, correções, sugestões? Escreva um comentário :)
Veja também:
Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica (parte I)
Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica (parte II)

Como Distribuir Vídeo em Streaming pela Rede Doméstica

Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica com o Winamp (parte II)

Na primeira parte deste post vimos como instalar os programas necessários para distribuir via streaming o áudio sendo executado pelo Winamp. Nesta parte veremos as configurações necessárias para que essa função seja executada.

Recapitulando, na primeira parte deixamos o servidor SHOUTcast sendo executado e exibindo um log de eventos:

Fig. dnas-03

Observe que a barra de status do servidor indica a data e hora (03/06/10 17:41:04) e também informa que não há nenhum usuário (computador) conectado no momento (0/32) e que nenhum áudio está sendo reproduzido (no source). Note que a mensagem “no source” desaparecerá quando houver uma fonte de áudio sendo reproduzida.

Para fazer o streaming do áudio precisamos configurar o plug-in DSP que instalamos na 1a. etapa do post anterior.

3a. Etapa: Configurando o plug-in DSP

Nota: a versão 5.x do Winamp permite o uso de vários idiomas, incluindo o português do Brasil. Se necessário, altere suas configurações de idioma (o programa oferece essa opção na janela de Preferências).
  1. Execute o Winamp.
  2. No menu, selecione Opções > Preferências (Ctrl+P).
  3. Navegue até Plugins > Efeito/DSP no painel à esquerda.

    Fig. dsp-02

  4. Clique em Nullsoft SHOUTcast Source DSP v1.9.1 [dsp_sc.dll] no painel à direita, como destacado na figura acima. As opções de configuração do plug-in são exibidas (caso não sejam, clique no botão Configurar plugin):

    Fig. dsp-03

    Clique no botão Fechar da janela Preferências do Winamp, mostrada no passo 3. Ela não é mais necessária para a configuração do plug-in, no entanto, certifique-se que a janela SHOUTcast Source (acima) permaneça aberta.
  5. Clique na guia Output e, em seguida, no botão Connection. Nesta guia, a princípio, nada deve ser alterado. Observe apenas que a porta padrão indicada para o streaming é a 8000. Se ela já estiver sendo usada para outra finalidade, altere essa configuração para um número de porta disponível. Se não for esse o caso, mantenha as configurações exibidas na figura abaixo. Clique no botão Yellowpages e informe, no campo Description, a descrição de sua “rádio”; os demais campos podem ficar como mostrados na figura. Observe que a área Status informa que, por enquanto, nenhum áudio está sendo transmitido (Not Connected).

    Fig. dsp-04 e 05

  6. Clique na guia Encoder e defina o tipo de codificação a ser utilizado (em Encoder Type) e sua configuração (em Encoder Settigs). Note que essas definições afetam a qualidade do streaming e também a intensidade de uso da rede. As configurações indicadas permitem que os computadores conectados ao servidor recebam o áudio com uma qualidade sonora bastante próxima de um CD e com um impacto bastante pequeno sobre a rede. Você pode reduzir essa qualidade optando por outra configuração (em Encoder Settings) caso perceba alguma degradação na velocidade da rede. Essa degradação pode ocorrer em função das características específicas de sua rede como, por exemplo, a demanda de uso por outros aplicativos, o número de computadores conectados simultâneamente e outros fatores. Se necessário, faça experiências até obter a uma configuração ideal que se ajuste às características de sua rede. Em seguida, clique na guia Input e selecione, em Input Device, o Winamp como player de áudio. Como mostrado na figura, essa é a configuração recomendada.

    Fig. dsp-06 e 07

  7. Neste ponto estamos com o servidor SHOUTcast ativo e com o plug-in DSP configurado. Reproduza uma música (ou uma playlist) no Winamp, retorne à guia Output e clique no botão Connect. O streaming do áudio está agora disponível para os demais computadores da rede. A área de Status registra esse fato. Você verá que a quantidade de dados enviados (sent) começa a variar. Note também que o botão altera-se para Disconnect, permitindo encerrar a transmissão. Uma vez que a transmissão do áudio esteja ocorrendo, a janela SHOUTcast Source não precisa mais ficar aberta, feche-a. Um ícone correspondente será exibido na área de notificação.

    Fig. dsp-08

    Agora, qualquer áudio sendo executado pelo Winamp poderá ser recebido pelos computadores da rede. A terceira e última parte deste post mostrará como configurar os computadores da rede para que isso ocorra.
Veja também:
Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica com o Winamp (parte I)
Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica com o Winamp (parte III)

Como Distribuir Vídeo em Streaming pela Rede Doméstica

Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica com o Winamp (parte I)

Uma rede doméstica, além de útil (por exemplo, permitindo o compartilhamento de recursos como internet, impressora e HDs) também pode ser divertida. A diversão, desta vez, é distribuir áudio via streaming para os computadores que compõe a rede, o que, na prática, equivale a uma, digamos, ultra simples rádio pessoal. Eu SEI que é possível fazer o mesmo de outros modos, com outros programas e Sistemas Operacionais, não seja CHATO!

A ideia deste post é, simplesmente, mostrar um (outro) modo fácil de fazer isso (sem definições complicadas de arquiteturas Multicast IP ou Broadcast), que funciona relativamente bem, que causa pouco impacto sobre a rede (especialmente na velocidade de conexão à internet), que não requer a utilização de programas complexos, específicos para esse fim ou configurações obscuras, e que se aproveita do fato de que muitas pessoas tem o Windows Media Player como único player de mídia instalado em suas máquinas.

Streaming, segundo a Wikipédia, é “uma forma de distribuir informação multimídia numa rede através de pacotes”. E ficaremos por aqui na definição. Se você quiser saber mais, consulte o artigo completo. Note que a distribuição por streaming não dá ao computadores da rede acesso direto aos arquivos de áudio do servidor. Apenas o que você decidiu transmitir, na ordem que você definiu (sua programação ou sua playlist) estará disponível, no entanto, os computadores da rede tem a opção de acessar ou não a transmissão.

Resumidamente, para distribuir o áudio via streaming é necessário um servidor que controle o processo (respondendo, por exemplo, às solicitações dos outros computadores da rede). Nest post, usaremos o SHOUTcast Server (gratuito) como servidor (ele aceita, estabelece e loga as solicitações dos computadores da rede), o plug-in SHOUTcast DSP (também gratuito) que diz ao servidor como tudo deve ser feito - usando o Winamp, numa determinada porta, a uma determinada taxa (bit rate) – e, é claro, o Winamp como player de áudio.

Então, você vai precisar baixar:
Presumindo que você já tenha instalado o Winamp no servidor, sua próxima tarefa é, então, instalar o plug-in SHOUTcast DSP e o Servidor SHOUTcast.

1a. Etapa: Instalar o plug-in SHOUTcast DSP
  1. Execute o arquivo shoutcast-dsp-1-9-0-windows.exe.
  2. Se você não quiser instalar mais uma barra de ferramentas no seu navegador, desmarque o item SHOUTcast Toolbar for IE or Firefox.

    Fig. dsp-01

  3. Verifique se a pasta de instalação sugerida - normalmente C:\Arquivos de programas\Winamp - é a pasta na qual o Winamp está instalado e, caso não seja, altere-a de acordo.
2a. Etapa: Instalar o servidor SHOUTcast
  1. Execute o arquivo shoutcast-dnas-1-9-8-windows.exe.
  2. Novamente e pelos mesmos motivos acima, desmarque a opção indicada MAS deixe marcadas as opções Server (GUI version) e DNAS Config files and README.

    Fig. dnas-01

  3. Normalmente o servidor é instalado em C:\Arquivos de programas\SHOUTcast.
  4. Observe que o grupo Programs > SHOUTcast DNAS é criado no menu iniciar do Windows, execute o servidor clicando no atalho SHOUTcast DNAS (GUI).
  5. É provável que o Firewall do Windows exiba uma mensagem de alerta; clique no botão Desbloquear para permitir o funcionamento do servidor SHOUTcast.

    Fig. dnas-02

    Neste momento, o servidor de streaming deve estar sendo executado como mostrado abaixo. Deixe-o rodando. Observe que o ícone do servidor é exibido na área de notificação (próxima ao relógio). Mover o mouse sobre ele exibe a mensagem “SHOUTcast Server [0/32 users] [no source connected]” indicando que nenhum usuário (computador) está conectado ao servidor e que nenhum áudio está sendo transmitido. Precisamos, agora, configurar o plug-in DSP que instalamos na 1a. etapa. Veja como fazer isso na parte II deste post.

    Fig. dnas-03
Veja também:
Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica (parte II)
Como Distribuir Áudio em Streaming pela Rede Doméstica (parte III)

Como Distribuir Vídeo em Streaming pela Rede Doméstica

domingo, 7 de março de 2010

Rodando Facilmente o Google Android no PC

Infelizmente, para muitos brasileiros, não é muito barato por as mãos num celular com o Google Android. No entanto, o sistema operacional foi portado para máquinas x86, ou seja, ele pode ser executado num PC comum!


O Android-x86 é uma distribuição Linux Live CD estável, projetada especificamente para netbooks Eee PC, mas que também pode rodar em outras plataformas x86 de 32 bits. Essa distribuição é baseada no Android 1.6 Donut e vem equipada com a versão 2.6.29 do kernel do Linux (KMS).


A distribuição suporta vários sistemas de arquivos: EXT2, EXT3, FAT32 e NTFS e pode ser executada diretamente a partir do CD ou de um pendrive, já que nenhuma instalação é requerida, no entanto, também existe a opção de instalação no HD.


No meu caso, baixei a imagem iso android-x86-1.6.iso e testei numa máquina virtual VMware com 512MB de RAM e HD de 8GB (sem instalar no HD, apenas "bootando" com a imagem no CD virtual) e funcionou muito bem, inclusive permitindo acessar a internet através do navegador do próprio sistema operacional.


A distribuição conta com algumas características interessantes:
  • Suporte à resolução nativa das telas LCD dos netbooks
  • Suporte a conexões Wi-Fi
  • Suporte às webcams de netbooks (V4L2)
  • Suporte a bluetooth
  • Exibe o estado da bateria em netbooks
  • Suporte ao modo S3 (funções "suspend" e "resume")
  • Interface gráfica para a configuração ethernet (rede)
  • Instalador para HD
  • Suporte a mouse (cursor e roda)
  • Driver ALSA para áudio
  • Suporte a monitores externos
  • Montagem automática de drivers externos
  • Suporte a servidores proxy
Em resumo, a distribuição é uma excelente apresentação do Android para quem não tem, no momento, outra possibilidade, é bastante estável, é realmente "usável" e pode ser uma alternativa viável aos sistemas operacionais disponíveis para netbooks. É claro, não é como ter um celular rodando o Android, mas já é alguma coisa :)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Descanse em paz, GeoCities

No dia 26 de outubro de 2009 o GeoCities deixa de existir. Recebi hoje, por e-mail, o último aviso sobre o cancelamento do serviço, mas eu já havia retirado todo o material de seus servidores. É o fim de uma era da qual muitos, eventualmente, sentirão saudades.


Na década de 90, o GeoCities foi um dos primeiros serviços a permitir que usuários comuns hospedassem gratuitamente suas páginas, o que o tornou muito popular. Isso também permitiu que muita gente (eu me incluo) aprendesse os rudimentos do HTML. Apesar do pouco espaço oferecido (15MB), dava para montar sites bem bacanas. O serviço dispunha de um editor bem básico, mas que permitia aos usuários comuns montar sua página sem muita dor de cabeça. Mas o legal mesmo era criar a página no computador, usando um editor mais avançado (como o mal afamado FrontPage) ou até mesmo um mais simples (como o bloco de notas) e depois enviar, por FTP, toda a parafernália de arquivos. Eram tempos de conexões discadas, mas, até onde me lembro, funcionava bem. Bom, nem tanto. Às vezes era um verdadeiro parto fazer o FTP funcionar. O serviço aceitava diversos tipos de arquivo, inclusive animações em Flash (outro ícone) e isso, novamente, oferecia um amplo leque de opções de aprendizado.

Em 1999, o Yahoo! torrou 3,5 bilhões de dólares comprando o GeoCities, fez algumas melhorias prá lá de medíocres e poluiu as páginas com anúncios bem chatos (quisesse você ou não) que acabaram por espantar ainda mais os já poucos visitantes. Com a proliferação de blogs, redes sociais e álbuns de fotos, além do incremento nas facilidades de publicação, o serviço tornou-se completamente irrelevante. A falta de interesse do Yahoo! em promover melhorias que atraíssem novos usuários detonou de vez o serviço gratuito. Sobrou o pago.

É verdade que muitas das páginas hospedadas no GeoCities tinham designs de gosto duvidoso ou combinações de cores altamente lisérgicas, para dizer o mínimo. Mas, em contrapartida, haviam muitas outras que eram bastante interessantes e continham informação relevante. Por isso, um grupo de adeptos do GeoCities tenta salvaguardar pelo menos parte desse conteúdo para republicá-lo em outro domínio. A idéia básica é preservar um conteúdo potencialmente importante que auxilie a contar a história da internet. Jason Scott, um dos participantes do grupo, disse que já conseguiu baixar uma grande parte dos sites hospedados, mas também informou que vários deles, criados na década de 90, estão irremediavelmente perdidos e não podem ser recuperados. Essa é mais uma lacuna na história que não poderá ser preenchida.

A Wayback Machine preserva alguns screenshots do serviço, mas, claro, não é a mesma coisa.

É uma pena, mas descanse em paz, GeoCities.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cogumelos Venenosos

Aproveitando a deixa do Gizmodo, ontem cumpriram-se 64 anos do lançamento da primeira bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima. É claro que não há o que comemorar. Mas há muito a lamentar. A data indica mais um dos inúmeros erros que a humanidade parece ter predileção em cometer. Apesar de lamentável - especialmente quando consideramos os físicos brilhantes envolvidos no Projeto Manhatan - o desenvolvimento da bomba atômica parece ser um desdobramento inevitável do chamado progresso tecnológico.


Incontáveis precedentes históricos nos ensinam que, com poucas mas honrosas exceções, toda nova tecnologia é empregada primeiramente na guerra. Da pré-história aos tempos modernos, da pedra lascada aos computadores, parece que essa é a regra. E, pior, parece que quanto maior o avanço das tecnologias, maior é o potencial de causar sofrimento.

Invenções a princípio "boas" também causaram sua parcela de sofrimento. Veja-se o caso, por exemplo, da vacina e a metodologia pouco ética do tipo "os fins justificam os meios" empregada por Louis Pasteur em seres humanos na condução dos experimentos que culminaram em seu desenvolvimento. Melhor ainda, a cada vez mais precisa compreensão dos mecanismos da vida - da microbiologia à genética - também favorece o desenvolvimento de potentes armas biológicas, com quase o mesmo potencial destrutivo de uma explosão nuclear. Essas armas já foram empregradas. Essas armas tornarão a serem empregadas.

A questão da bomba atômica é que ela ainda é o ápice do poder de destruição desenvolvido pela nossa espécie. Seu aperfeiçoamento, lamentavelmente com o uso de computadores, e o irracional armazenamento de milhares de ogivas nos arsenais nucleares de vários países, nos permitem destruir completamente o planeta algumas centenas de vezes. Isso é definitivo. Isso sim não tem precedentes. Isso mostra como foram (e ainda são) ineficazes e falaciosos os acordos internacionais para a limitação de armas estratégicas (no inglês, Strategic Arms Limitation Talks ou SALT).

Albert Einstein, que também teve sua parcela de culpa no desenvolvimento da bomba atômica (mas se arrependeu e tentou remediar a situação, sem muito sucesso, diga-se de passagem), disse uma vez, por conta das armas nucleares: "Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus". Minha convicção pessoal é de que ele estava certo.

Um conforto pequeno é saber que a energia nuclear também é utilizada para fins estritamente pacíficos, como na medicina, mas o preço em vidas do desenvolvimento dessa tecnologia é que parece alto demais. Estamos em débito.

Diante disso, o homem não se diferencia dos animais por sua inteligência ou quaisquer outros atributos. Ele é diferente porque é o único ser deste planeta capaz de ser desumano. Parafraseando um pensamento de Carl Sagan, na eventualidade de existir uma "civilização galática" realmente pacífica e evoluída, são essas as credenciais que teremos que apresentar para dela participar. Infelizmente, essas mesmas credenciais não autorizam sequer o envio de um convite. Lamentável.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Klingon Antivírus

Agora, até mesmo quem domina o idioma Klingon pode proteger seu computador contra ataques de vírus. Parece brincadeira de trekker, mas não é! A Sophos acaba de lançar o Klingon Antivírus, que escaneia o computador rapidamente em busca de vírus, spyware, adware, ameaças de dia zero, dialler sub-porn betazóides e problemas oriundos de pingos que o sistema de proteção atual de seu computador pode ter falhado em detectar.



O programa pode ser executado sem desativar seu antivírus atual. E phasers podem ser ajustados para tontear.



O aplicativo foi traduzido para Klingon porque o sistema de monitoramento de transmissões subespaciais da Sophos alertou que a perda do cruzador de batalha Klothos não ocorreu por causa de uma incursão Romulana no sistema Kithomer, e sim em virtude de uma tentativa de remover o VBS/PeachyPDF do computador de batalha de M'swonN, após o comandante Kor ter aberto um arquivo anexado do sistema S'cam-419.

O antivírus funciona em Windows 2000/XP/2003 e Vista, mas a Sophos alerta que há problemas de compatibilidade com a versão da msxml4.dll utilizada pelos dispostivos de camuflagem Romulanos em cruzadores de batalha da classe D7.

Você não sabe ler Klingon? O que você é!!?? Um Ferengi?

Aprenda o idioma Klingon: Instituto de Linguagem Klingon.

Qapla'

sábado, 9 de maio de 2009

Xixi no banho!


Você faz xixi no banho? Não? Bom, não fique surpreso, mas a enquete do site xixinobanho.org.br nos diz, de uma forma simpática e bem humorada que, pelo menos até agora, 75% das pessoas fazem xixi no banho. E esse é mote de uma campanha da Fundação SOS Mata Atlântica que visa incentivar cada pessoa a economizar 4.380 litros de água por ano.

A lógica é a seguinte: fazendo xixi durante o banho, você economiza uma descarga do vaso sanitário que, segundo dados da ONG, utiliza em média 12 litros de água - tá, às vezes pode ser um pouco mais, outras vezes um pouco menos, ok? Mas vamos assumir que 12 litros seja um número legal. Agora faça as contas: você toma banho todos os dias do ano, certo? Tudo bem, alguns dizem que só tomam no sábado :) mas, voltando às contas, seriam 365 banhos durante o ano, certo?

Assim:

365 banhos x 12 litros da descarga = 4.380 litros economizados por ano para cada pessoa que fizer um simples xixizinho durante o banho evitando, desse modo, o uso da descarga.

Acha pouco? Bom, segundo dados do IBGE, cada família brasileira é composta por 3 pessoas em média (eu arredondei esse número, para facilitar). Se cada uma delas fizer um xixi no banho são:

12 litros da descarga x 3 pessoas = 36 litros de água economizados por dia x 365 banhos = 13.140 litros de água economizados! O número não parece tão pequeno agora, não é mesmo?

Se continuarmos com esse raciocínio, você perceberá que cada família tem, em média, o potencial de economizar pouco de mais de 26 caixas d'água por ano (assumindo uma caixa média 500 litros) com um simples xixizinho. Essa economia, em tese, não beneficia apenas o meio ambiente, também faz sua conta d'água ficar mais barata! E aí seu bolso também agradece! Opa! Isso é legal!

Esse pequeno exercício aritmético mostra que quando pensamos em escala os números tendem a ficar rapidamente grandes, e que, embora não pareça, pequenas ações individuais podem sim produzir mudanças em escala (de novo) global - para o bem ou para o mal.

Você já está cansado de saber que, em termos globais, a água disponível para o consumo humano representa uma pequena fração (chega de números!) do volume total disponível no planeta. Você também sabe que ela é um recurso finito, limitado e cada vez mais escasso. Por isso, esqueça os ecochatos pense em escala: a soma de todas as pequenas - e fáceis - ações de cada pessoa pode, afinal, fazer uma grande diferença. Há precedentes históricos, mas isso é outro papo, ok?

O vídeo abaixo foi criado pela F/Nazca para a SOS Mata Atlântica para divulgar a campanha e o evento "Viva Mata" que anualmente acontece no Parque Ibirapuera, este ano, de 22 a 24 de maio. Também haverá spots nas rádios e ações de mídia exterior.



É isso. Apareça no "Viva a Mata", pois entre muitas coisas legais, você poderá pegar "di grátis" um adesivo do simpático sapinho acima e dizer "eu faço xixi no banho."

Twitter: #xixinobanho

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Star Trek em pouco mais de uma dúzia de frases notáveis

  • "Computador... computador." Scotty no filme Jornada nas Estrelas IV: A Volta para casa.
  • "Não importa aonde vá, lá você está" (extraído de uma placa da nava estelar Excelsior no filme Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida, provavelmente emprestada de As Aventuras de Buckaroo Banzai).
  • "Quão pouco vocês mortais compreendem o tempo. Você precisa ser tão linear, Jean-Luc?" Q para Picard no episódio Todas as Coisas Boas... (TNG).
  • Pois espiei o futuro, tanto quanto o olho humano pode ver, Vi a Visão do mundo, e toda a maravilha que seria. De "Locksley Hall", por Alfred Lord Tennynson (afixado a bordo da nava estelar Voyager).
  • "Reg, o teletransporte realmente é a maneira mais segura de viajar." Geordi LaForge para o tenente Reginald Barclay, no episódio Domínio do Medo (TNG).
  • "Bem, nós somos nós, senhor. Eles também somos nós. Portanto, de fato, ambos somos nós." Data para Picard e Riker, no episódio Recordações de Paris (TNG).
  • "É difícil trabalhar em grupo quando se é onipotente." Q, juntando-se à tripulação da Enterprise no episódio Déjá Q (TNG).
  • "Esta é toda a exploração que o espera! Não catalogar estrelas e estudar nebulosas, mas mapear as possibilidades desconhecidas da existência." Q para Picard no episódio Todas as Coisas Boas (TNG).
  • Geordi: "De repente é como se as leis da Física fossem pela janela".
    Q: "E por que não deveriam? Elas são tão inconvenientes!" diálogo no episódio Poder Absoluto (TNG).
  • "Magro, quero o impossível verificado também" Kirk para McCoy no episódio A Hora Nua (TOS).
  • "O que você está descrevendo é... a não-existência!" Kirk para Spock no episódio O Fator Alternativo (TOS)
  • Riker: "Por que, em toda a nossa história, não há registro de você ou de alguém como você nos ter visitado?"
    Viajante: "Que maravilhosa arrogância! Não há registro porque nós nunca os visitamos antes."
    Riker: "E por que não?"
    Viajante: "Bem, porque até agora – e me perdoe por isto – vocês eram desinteressantes. Somente agora sua forma de vida merece atenção séria. Desculpe." no episódio Onde Ninguém Jamais Esteve (TNG).
e, finalizando com uma bem profunda
  • Nada de irreal existe. Primeira Lei da Metafísica de Kir-kin-tha em Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa.
Atualização

Todo trekker de verdade sabe que a sigla:
  • TOS é The Original Series (é a série clássica)
  • TAS é The Animated Series (a série de desenhos animados)
  • TNG é The Next Generation
  • DS9 é Deep Space Nine
  • VOY é Voyager
  • ENT é Enterprise
Até o momento, essas são todas as séries que derivaram da TOS, que foi ao ar pela primeiras vez em 8 de setembro de 1966 o que não é pouco. Vamos torcer para que a Paramount produza mais uma =/\= (ah, esse emoticon simboliza o comunicador usado nas séries e filmes, ok?).

Audaciosamente indo...

...onde nenhum homem jamais esteve! 

Membros da Federação: esta é uma diretriz compulsória classe A: estréia hoje, na hora rubra, o novo filme Star Trek para o cinema. 



Apesar de ser trekker número 1 (para a inveja de alguns, estou presente no documentário Trekkies 2, produzido pela Tasha Yar, digo, Denise Crosby, quando esteve no Brasil), não pretendo aparecer na estréia do novo filme, pois os klingons, telaritas e nausicanos que sempre acabam aparecendo, acham que tudo é pão e circo. Assim, por enquanto, ficarei deste lado do paraíso, curtindo uma licença até que o tempo de loucura dessas raças termine. Como fator alternativo, posso acabar empreendendo uma verdadeira operação aniquilar e, usando de certos padrões de força, acabar com o gosto de Armagedom dessas espécies e aparecer na estréia.

OK, trekkismos à parte, depois de todo o oba-oba em torno do novo filme, espero que nesses últimos sete anos a Paramout tenha aprendido a não produzir desastres como Star Trek: Nemesis, mas sou cético...


...e alguns não perdoam!


Enfim, o filme pode até ser divertido e agradar a muitos, mas pelo que se vê em vários trailers...




...parece que, na minha humilde opinião (espero estar enganado), a filosofia trekker criada por Gene Roddenberry passa longe: é aquele papo de que feisers são o último recurso (ou não deveriam ser um recurso), que não é apenas o progresso tecnológico que conta e sim o progresso do relacionamento com o outro, por mais diferente que ele seja ou que uma visão não-maniqueísta das coisas pode beneficiar e aproximar os seres (e, por extensão, a humanidade) e por aí vai. Penso que esse é o verdadeiro espírito que norteou a(s) série(s) e conquistou fãs por décadas, de modo sutil e inteligente. Afinal, é por causa desse espírito que Star Trek pode se gabar de ter construído um universo complexo, variado, sutil e inspirador, além de ter gerado vários pingos, ops!, digo, séries derivadas :)

Enquanto isso, aproveito para assistir novamente A Ira de Khan e Primeiro Contato, na minha opinião, os dois melhores filmes Star Trek já produzidos.

E, para quem precisa urgentemente aprimorar seus conhecimentos, uma consulta à biblioteca Alfa Memória vai bem! Vale também uma visita ao pesado mas legal hotsite do filme!

Feliz comunicação e, claro, vida longa e próspera.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Dez inovações inspiradas em Star Trek

O Tech Central compilou há pouco tempo uma lista (em inglês) com dez inovações tecnológicas inspiradas no universo Star Trek. Certo, na minha opinião a lista é meio forçada, mas não deixa de ser divertida. Infelizmente, teletransporte e velocidade de dobra ainda não estão disponíveis na Amazon, mas feisers, comunicadores e tricorders estão! E, claro, por motivos de segurança, com funções desativadas :)


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Eis um resumo da lista:
  1. Celulares do tipo flip-top
  2. O som de portas automáticas
  3. Telas planas, por toque e vídeo conferência
  4. O primeiro voo do ônibus espacial
  5. O teletransporte (pelo menos no nível quântico)
  6. O tricorder
  7. O hipospray
  8. O motor/velocidade de dobra (warp drive)
  9. O feiser
  10. O dispositivo de camuflagem
Fonte da imagem: Johnson Space Center

Virada Cultural 2009

Estreando o novo recurso adicionado ao blog - galeria de imagens - eis algumas fotos da Virada Cultural 2009, que ocorreu no em São Paulo nos dias 02 e 03 de maio.

Segundo o site oficial, "cerca de 800 atrações se apresentaram ao longo das 24 horas de performances musicais e intervenções artísticas para um público estimado pela organização do evento em 4 milhões de pessoas, entre as platéias dos 42 Centros Educacionais Unificados, unidades da rede SESC, museus administrados pela Secretaria de Estado da Cultura, Teatro Municipal de São Paulo e palcos de rua".Clique numa imagem para ampliar e exibir a galeria de fotos.


A Dança com a Retroescavadeira:




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Fotos e vídeo: Andrea.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Rádios Online


Para os órfãos do Last.fm o blog fuga! compilou uma listinha de algumas rádios online. Faltou acrescentar o Yahoo! Music, que também oferece um belo acervo de músicas. Embora não seja lá essas coisas, às vezes pode quebrar um galho. Ou usar o WinAmp. Esse clássico player oferece uma infinidade de rádios. Basta clicar na opção SHOUTcast Radio da Media Library e selecionar uma rádio na lista que será exibida à direita.
 
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