quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Descanse em paz, GeoCities

No dia 26 de outubro de 2009 o GeoCities deixa de existir. Recebi hoje, por e-mail, o último aviso sobre o cancelamento do serviço, mas eu já havia retirado todo o material de seus servidores. É o fim de uma era da qual muitos, eventualmente, sentirão saudades.


Na década de 90, o GeoCities foi um dos primeiros serviços a permitir que usuários comuns hospedassem gratuitamente suas páginas, o que o tornou muito popular. Isso também permitiu que muita gente (eu me incluo) aprendesse os rudimentos do HTML. Apesar do pouco espaço oferecido (15MB), dava para montar sites bem bacanas. O serviço dispunha de um editor bem básico, mas que permitia aos usuários comuns montar sua página sem muita dor de cabeça. Mas o legal mesmo era criar a página no computador, usando um editor mais avançado (como o mal afamado FrontPage) ou até mesmo um mais simples (como o bloco de notas) e depois enviar, por FTP, toda a parafernália de arquivos. Eram tempos de conexões discadas, mas, até onde me lembro, funcionava bem. Bom, nem tanto. Às vezes era um verdadeiro parto fazer o FTP funcionar. O serviço aceitava diversos tipos de arquivo, inclusive animações em Flash (outro ícone) e isso, novamente, oferecia um amplo leque de opções de aprendizado.

Em 1999, o Yahoo! torrou 3,5 bilhões de dólares comprando o GeoCities, fez algumas melhorias prá lá de medíocres e poluiu as páginas com anúncios bem chatos (quisesse você ou não) que acabaram por espantar ainda mais os já poucos visitantes. Com a proliferação de blogs, redes sociais e álbuns de fotos, além do incremento nas facilidades de publicação, o serviço tornou-se completamente irrelevante. A falta de interesse do Yahoo! em promover melhorias que atraíssem novos usuários detonou de vez o serviço gratuito. Sobrou o pago.

É verdade que muitas das páginas hospedadas no GeoCities tinham designs de gosto duvidoso ou combinações de cores altamente lisérgicas, para dizer o mínimo. Mas, em contrapartida, haviam muitas outras que eram bastante interessantes e continham informação relevante. Por isso, um grupo de adeptos do GeoCities tenta salvaguardar pelo menos parte desse conteúdo para republicá-lo em outro domínio. A idéia básica é preservar um conteúdo potencialmente importante que auxilie a contar a história da internet. Jason Scott, um dos participantes do grupo, disse que já conseguiu baixar uma grande parte dos sites hospedados, mas também informou que vários deles, criados na década de 90, estão irremediavelmente perdidos e não podem ser recuperados. Essa é mais uma lacuna na história que não poderá ser preenchida.

A Wayback Machine preserva alguns screenshots do serviço, mas, claro, não é a mesma coisa.

É uma pena, mas descanse em paz, GeoCities.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Cogumelos Venenosos

Aproveitando a deixa do Gizmodo, ontem cumpriram-se 64 anos do lançamento da primeira bomba atômica sobre a cidade japonesa de Hiroshima. É claro que não há o que comemorar. Mas há muito a lamentar. A data indica mais um dos inúmeros erros que a humanidade parece ter predileção em cometer. Apesar de lamentável - especialmente quando consideramos os físicos brilhantes envolvidos no Projeto Manhatan - o desenvolvimento da bomba atômica parece ser um desdobramento inevitável do chamado progresso tecnológico.


Incontáveis precedentes históricos nos ensinam que, com poucas mas honrosas exceções, toda nova tecnologia é empregada primeiramente na guerra. Da pré-história aos tempos modernos, da pedra lascada aos computadores, parece que essa é a regra. E, pior, parece que quanto maior o avanço das tecnologias, maior é o potencial de causar sofrimento.

Invenções a princípio "boas" também causaram sua parcela de sofrimento. Veja-se o caso, por exemplo, da vacina e a metodologia pouco ética do tipo "os fins justificam os meios" empregada por Louis Pasteur em seres humanos na condução dos experimentos que culminaram em seu desenvolvimento. Melhor ainda, a cada vez mais precisa compreensão dos mecanismos da vida - da microbiologia à genética - também favorece o desenvolvimento de potentes armas biológicas, com quase o mesmo potencial destrutivo de uma explosão nuclear. Essas armas já foram empregradas. Essas armas tornarão a serem empregadas.

A questão da bomba atômica é que ela ainda é o ápice do poder de destruição desenvolvido pela nossa espécie. Seu aperfeiçoamento, lamentavelmente com o uso de computadores, e o irracional armazenamento de milhares de ogivas nos arsenais nucleares de vários países, nos permitem destruir completamente o planeta algumas centenas de vezes. Isso é definitivo. Isso sim não tem precedentes. Isso mostra como foram (e ainda são) ineficazes e falaciosos os acordos internacionais para a limitação de armas estratégicas (no inglês, Strategic Arms Limitation Talks ou SALT).

Albert Einstein, que também teve sua parcela de culpa no desenvolvimento da bomba atômica (mas se arrependeu e tentou remediar a situação, sem muito sucesso, diga-se de passagem), disse uma vez, por conta das armas nucleares: "Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus". Minha convicção pessoal é de que ele estava certo.

Um conforto pequeno é saber que a energia nuclear também é utilizada para fins estritamente pacíficos, como na medicina, mas o preço em vidas do desenvolvimento dessa tecnologia é que parece alto demais. Estamos em débito.

Diante disso, o homem não se diferencia dos animais por sua inteligência ou quaisquer outros atributos. Ele é diferente porque é o único ser deste planeta capaz de ser desumano. Parafraseando um pensamento de Carl Sagan, na eventualidade de existir uma "civilização galática" realmente pacífica e evoluída, são essas as credenciais que teremos que apresentar para dela participar. Infelizmente, essas mesmas credenciais não autorizam sequer o envio de um convite. Lamentável.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Klingon Antivírus

Agora, até mesmo quem domina o idioma Klingon pode proteger seu computador contra ataques de vírus. Parece brincadeira de trekker, mas não é! A Sophos acaba de lançar o Klingon Antivírus, que escaneia o computador rapidamente em busca de vírus, spyware, adware, ameaças de dia zero, dialler sub-porn betazóides e problemas oriundos de pingos que o sistema de proteção atual de seu computador pode ter falhado em detectar.



O programa pode ser executado sem desativar seu antivírus atual. E phasers podem ser ajustados para tontear.



O aplicativo foi traduzido para Klingon porque o sistema de monitoramento de transmissões subespaciais da Sophos alertou que a perda do cruzador de batalha Klothos não ocorreu por causa de uma incursão Romulana no sistema Kithomer, e sim em virtude de uma tentativa de remover o VBS/PeachyPDF do computador de batalha de M'swonN, após o comandante Kor ter aberto um arquivo anexado do sistema S'cam-419.

O antivírus funciona em Windows 2000/XP/2003 e Vista, mas a Sophos alerta que há problemas de compatibilidade com a versão da msxml4.dll utilizada pelos dispostivos de camuflagem Romulanos em cruzadores de batalha da classe D7.

Você não sabe ler Klingon? O que você é!!?? Um Ferengi?

Aprenda o idioma Klingon: Instituto de Linguagem Klingon.

Qapla'

sábado, 9 de maio de 2009

Xixi no banho!


Você faz xixi no banho? Não? Bom, não fique surpreso, mas a enquete do site xixinobanho.org.br nos diz, de uma forma simpática e bem humorada que, pelo menos até agora, 75% das pessoas fazem xixi no banho. E esse é mote de uma campanha da Fundação SOS Mata Atlântica que visa incentivar cada pessoa a economizar 4.380 litros de água por ano.

A lógica é a seguinte: fazendo xixi durante o banho, você economiza uma descarga do vaso sanitário que, segundo dados da ONG, utiliza em média 12 litros de água - tá, às vezes pode ser um pouco mais, outras vezes um pouco menos, ok? Mas vamos assumir que 12 litros seja um número legal. Agora faça as contas: você toma banho todos os dias do ano, certo? Tudo bem, alguns dizem que só tomam no sábado :) mas, voltando às contas, seriam 365 banhos durante o ano, certo?

Assim:

365 banhos x 12 litros da descarga = 4.380 litros economizados por ano para cada pessoa que fizer um simples xixizinho durante o banho evitando, desse modo, o uso da descarga.

Acha pouco? Bom, segundo dados do IBGE, cada família brasileira é composta por 3 pessoas em média (eu arredondei esse número, para facilitar). Se cada uma delas fizer um xixi no banho são:

12 litros da descarga x 3 pessoas = 36 litros de água economizados por dia x 365 banhos = 13.140 litros de água economizados! O número não parece tão pequeno agora, não é mesmo?

Se continuarmos com esse raciocínio, você perceberá que cada família tem, em média, o potencial de economizar pouco de mais de 26 caixas d'água por ano (assumindo uma caixa média 500 litros) com um simples xixizinho. Essa economia, em tese, não beneficia apenas o meio ambiente, também faz sua conta d'água ficar mais barata! E aí seu bolso também agradece! Opa! Isso é legal!

Esse pequeno exercício aritmético mostra que quando pensamos em escala os números tendem a ficar rapidamente grandes, e que, embora não pareça, pequenas ações individuais podem sim produzir mudanças em escala (de novo) global - para o bem ou para o mal.

Você já está cansado de saber que, em termos globais, a água disponível para o consumo humano representa uma pequena fração (chega de números!) do volume total disponível no planeta. Você também sabe que ela é um recurso finito, limitado e cada vez mais escasso. Por isso, esqueça os ecochatos pense em escala: a soma de todas as pequenas - e fáceis - ações de cada pessoa pode, afinal, fazer uma grande diferença. Há precedentes históricos, mas isso é outro papo, ok?

O vídeo abaixo foi criado pela F/Nazca para a SOS Mata Atlântica para divulgar a campanha e o evento "Viva Mata" que anualmente acontece no Parque Ibirapuera, este ano, de 22 a 24 de maio. Também haverá spots nas rádios e ações de mídia exterior.



É isso. Apareça no "Viva a Mata", pois entre muitas coisas legais, você poderá pegar "di grátis" um adesivo do simpático sapinho acima e dizer "eu faço xixi no banho."

Twitter: #xixinobanho

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Star Trek em pouco mais de uma dúzia de frases notáveis

  • "Computador... computador." Scotty no filme Jornada nas Estrelas IV: A Volta para casa.
  • "Não importa aonde vá, lá você está" (extraído de uma placa da nava estelar Excelsior no filme Jornada nas Estrelas VI: A Terra Desconhecida, provavelmente emprestada de As Aventuras de Buckaroo Banzai).
  • "Quão pouco vocês mortais compreendem o tempo. Você precisa ser tão linear, Jean-Luc?" Q para Picard no episódio Todas as Coisas Boas... (TNG).
  • Pois espiei o futuro, tanto quanto o olho humano pode ver, Vi a Visão do mundo, e toda a maravilha que seria. De "Locksley Hall", por Alfred Lord Tennynson (afixado a bordo da nava estelar Voyager).
  • "Reg, o teletransporte realmente é a maneira mais segura de viajar." Geordi LaForge para o tenente Reginald Barclay, no episódio Domínio do Medo (TNG).
  • "Bem, nós somos nós, senhor. Eles também somos nós. Portanto, de fato, ambos somos nós." Data para Picard e Riker, no episódio Recordações de Paris (TNG).
  • "É difícil trabalhar em grupo quando se é onipotente." Q, juntando-se à tripulação da Enterprise no episódio Déjá Q (TNG).
  • "Esta é toda a exploração que o espera! Não catalogar estrelas e estudar nebulosas, mas mapear as possibilidades desconhecidas da existência." Q para Picard no episódio Todas as Coisas Boas (TNG).
  • Geordi: "De repente é como se as leis da Física fossem pela janela".
    Q: "E por que não deveriam? Elas são tão inconvenientes!" diálogo no episódio Poder Absoluto (TNG).
  • "Magro, quero o impossível verificado também" Kirk para McCoy no episódio A Hora Nuas (TOS).
  • "O que você está descrevendo é... a não-existência!" Kirk para Spock no episódio O Fator Alternativo (TOS)
  • Riker: "Por que, em toda a nossa história, não há registro de você ou de alguém como você nos ter visitado?"
    Viajante: "Que maravilhosa arrogância! Não há registro porque nós nunca os visitamos antes."
    Riker: "E por que não?"
    Viajante: "Bem, porque até agora – e me perdoe por isto – vocês eram desinteressantes. Somente agora sua forma de vida merece atenção séria. Desculpe." no episódio Onde Ninguém Jamais Esteve (TNG).

e, finalizando com uma bem profunda:

  • Nada de irreal existe. Primeira Lei da Metafísica de Kir-kin-tha em Jornada nas Estrelas IV: A Volta para Casa.

Audaciosamente indo...

...onde nenhum homem jamais esteve! 

Membros da Federação: esta é uma diretriz compulsória classe A: estréia hoje, na hora rubra, o novo filme Star Trek para o cinema. 



Apesar de ser trekker número 1 (para a inveja de alguns, estou presente no documentário Trekkies 2, produzido pela Tasha Yar, digo, Denise Crosby, quando esteve no Brasil), não pretendo aparecer na estréia do novo filme, pois os klingons, telaritas e nausicanos que sempre acabam aparecendo, acham que tudo é pão e circo. Assim, por enquanto, ficarei deste lado do paraíso, curtindo uma licença até que o tempo de loucura dessas raças termine. Como fator alternativo, posso acabar empreendendo uma verdadeira operação aniquilar e, usando de certos padrões de força, acabar com o gosto de Armagedom dessas espécies e aparecer na estréia.

OK, trekkismos à parte, depois de todo o oba-oba em torno do novo filme, espero que nesses últimos sete anos a Paramout tenha aprendido a não produzir desastres como Star Trek: Nemesis, mas sou cético...


...e alguns não perdoam!


Enfim, o filme pode até ser divertido e agradar a muitos, mas pelo que se vê em vários trailers...




...parece que, na minha humilde opinião (espero estar enganado), a filosofia trekker criada por Gene Roddenberry passa longe: é aquele papo de que feisers são o último recurso (ou não deveriam ser um recurso), que não é apenas o progresso tecnológico que conta e sim o progresso do relacionamento com o outro, por mais diferente que ele seja ou que uma visão não-maniqueísta das coisas pode beneficiar e aproximar os seres (e, por extensão, a humanidade) e por aí vai. Penso que esse é o verdadeiro espírito que norteou a(s) série(s) e conquistou fãs por décadas, de modo sutil e inteligente. Afinal, é por causa desse espírito que Star Trek pode se gabar de ter construído um universo complexo, variado, sutil e inspirador, além de ter gerado vários pingos, ops!, digo, séries derivadas :)

Enquanto isso, aproveito para assistir novamente A Ira de Khan e Primeiro Contato, na minha opinião, os dois melhores filmes Star Trek já produzidos.

E, para quem precisa urgentemente aprimorar seus conhecimentos, uma consulta à biblioteca Alfa Memória vai bem! Vale também uma visita ao pesado mas legal hotsite do filme!

Feliz comunicação e, claro, vida longa e próspera.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Dez inovações inspiradas em Star Trek

O Tech Central compilou há pouco tempo uma lista (em inglês) com dez inovações tecnológicas inspiradas no universo Star Trek. Certo, na minha opinião a lista é meio forçada, mas não deixa de ser divertida. Infelizmente, teletransporte e velocidade de dobra ainda não estão disponíveis na Amazon, mas feisers, comunicadores e tricorders estão! E, claro, por motivos de segurança, com funções desativadas :)


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Eis um resumo da lista:
  1. Celulares do tipo flip-top
  2. O som de portas automáticas
  3. Telas planas, por toque e vídeo conferência
  4. O primeiro voo do ônibus espacial
  5. O teletransporte (pelo menos no nível quântico)
  6. O tricorder
  7. O hipospray
  8. O motor/velocidade de dobra (warp drive)
  9. O feiser
  10. O dispositivo de camuflagem
Fonte da imagem: Johnson Space Center

Virada Cultural 2009

Estreando o novo recurso adicionado ao blog - galeria de imagens - eis algumas fotos da Virada Cultural 2009, que ocorreu no em São Paulo nos dias 02 e 03 de maio.

Segundo o site oficial, "cerca de 800 atrações se apresentaram ao longo das 24 horas de performances musicais e intervenções artísticas para um público estimado pela organização do evento em 4 milhões de pessoas, entre as platéias dos 42 Centros Educacionais Unificados, unidades da rede SESC, museus administrados pela Secretaria de Estado da Cultura, Teatro Municipal de São Paulo e palcos de rua".Clique numa imagem para ampliar e exibir a galeria de fotos.


A Dança com a Retroescavadeira:




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Fotos e vídeo: Andrea.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Rádios Online


Para os órfãos do Last.fm o blog fuga! compilou uma listinha de algumas rádios online. Faltou acrescentar o Yahoo! Music, que também oferece um belo acervo de músicas. Embora não seja lá essas coisas, às vezes pode quebrar um galho. Ou usar o WinAmp. Esse clássico player oferece uma infinidade de rádios. Basta clicar na opção SHOUTcast Radio da Media Library e selecionar uma rádio na lista que será exibida à direita.
 
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